terça-feira

Viagem Sem Volta.

                                               

 Do que chamamos de amor, ficou um carinho morno onde o sol se espreguiça num testemunho sagrado do TUDO, que um dia fomos.

 Do que chamamos de amor, sobra a PALAVRA orvalhada na madrugada das lágrimas, onde a saudade acamou todo o amor que em mim encerrou.

 Do que chamamos de amor, não há sílabas ao vento… Nem beijos de um momento, há apenas AMOR.

 Do que chamamos de amor, há um DESTINO cansado; por nós dois violentado, escondido, escangalhado… duplamente destroçado.

 Do que chamamos de amor, não há horas indistintas nem tão-pouco horas famintas porque de BEIJOS nos alimentámos.

 Do que chamamos de amor, sobrou uma promessa em versos líricos recitados num sussurro quando para sempre eu te disse, ADEUS!

5 comentários:

Blogadinha disse...

O destino é caminho inacabado, não habita no fim da história mas no recomeço. Em cada recomeço adoptado.

Com todas as interpretações possíveis, "palavra" e "amor" é já meio caminho andado... Boa viagem. :)

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Levo no regresso a recepção calorosa e o brilho do Luar. Grata. Bom fim-de-semana.

Homem de Campos disse...

Apetece-me dizer, o amor é uma flor de imensas pétalas composto, por onde muitos nos movimentamos!
Beijo

Pedro disse...

Ana, luar, luarzinha, luinha, Ana Luar
não importa o nome, não importa a viagem, muito menos o destino, pois a caminhada é sempre feita com TUDO o que podes dar, A sábia PALAVRA de conforto, com o AMOR de amiga que tanto tens, e felizardo o que se encontrar no teu DESTINO, na viagem há frontalidade, há não e sim, passando e dando alegria e BEIJOS ás pessoas, mas no teu vocabulário, não existe o ADEUS

Maria disse...

Do amor fica sempre... a memória do amor. Que é, na mesma, o amor.
No amor a palavra adeus não existe. Apenas um até já.

Como foi bom ler-te e como será bom continuar a ler-te, Ana!

Beijos.

Menina Marota disse...

Toda a tua sensibilidade que tanto gosto de ler.
Um abraço